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Proatividade e Resiliência: Desafios na Era da Informação

Quanto mais vivemos e somos experimentados pela realidade e pelas transformações do mundo, mais temos a plena consciência de que nada será como antes e que tudo pode mudar, diminuindo as certezas; e quem resiste à inovação tende a ser levado à estagnação, caso não se adapte aos novos tempos. Por causa da celeridade das mudanças da vida, seja da natureza física ou da sociedade, as buscas por mais informação, como algo que se julga absolutamente necessário através de pesquisas, permitiram avanços impressionantes em todas as áreas da ciência, do século XVIII até as primeiras décadas do século XXI. 

Vários fatores de ordem política, econômica e social legitimaram demandas que promoveram revoluções tecnológica, informacional e produtiva no universo do trabalho e também na organização dos trabalhadores diante da atuação do empresariado - que passou a adotar um relacionamento mais ético com seu público de interesse [clientes, funcionários, fornecedores, acionistas, governo e comunidade], a investir em projetos socioambientais e em desenvolvimento sustentável. 

A relação do homem com o habitat em que vive sempre foi permeada pelo trabalho - da Pedra Lascada à Agricultura passando pela Industrialização até chegar à Era da Informação -, o que requereu dele aprimorar técnicas e pôr-se em contiguidade e com o meio para satisfazer suas necessidades materiais abundantes. Na contemporaneidade, a presença 'em todos os lugares simultaneamente' [ubiquidade] das tecnologias digitais e a emergência de novas formas de atividades laborais nos impõem desafios e exigências complexas. 

Ao compreender que o meio ambiente é um pressuposto para o exercício de todos os direitos da humanidade, é dever de cada pessoa estar preparada tanto para as oportunidades quanto às adversidades que nos colocam à prova dia após dia frente ao grau de incertezas das modernas e ambiciosas realizações antropocêntricas. Só os fortes sobrevivem, diz o senso comum, porém, apenas os melhores condicionados às alterações radicias de um ambiente conseguem manter-se flexíveis e perenes, por esse motivo considera-se tão importante uma atitude proativa e ser resiliente perante a vida, a fim de minimizar riscos em situações críticas. 

O intenso fluxo de informações ao qual estamos submetidos - com seu alto poder de influenciar tendências comportamentais  mercadológicas - amplifica a opinião das pessoas, fortalece movimentos, conduz a ascensão e queda das economias, globaliza crises e concorrências potencializando cada vez mais a competitividade, exigindo do indivíduo "aprender a aprender" constantemente em razão das mudanças aceleradas e conforme percebe as ameaças à sua sobrevivência. 

Perseverar rente às dificuldades parte do raciocínio de que eu ou você tem a autoeficácia necessária [alta motivação e capacidade de tomar decisões arriscadas] para empreender o rompimento dos entraves estabelecidos pelas circunstâncias de um momento específico, pois não há turbulência que dure eternamente e ao absorver impactos com inteligência e criatividade, pode-se evoluir e sair revigorado. Além disso, a evolução dos meios de comunicação, mais rápidos e eficientes, exige que sejamos mais 'enérgicos e renováveis' em tempos de crescente ativismo ecológico no mundo.

Em um contexto sociocultural - de acordo com Teoria Social Cognitiva: Conceitos Básicos (2008, p. 69-96), de Albert Bandura -, os sujeitos regulam o padrão de seus comportamentos em função de condições ambientais e cognitivas. Os sujeitos não apenas planejam e antecipam suas ações. Após estabelecerem um plano, eles devem se empenhar em esforços e comportamentos adequados que os levem às metas propostas. Para isso, são necessários processos de autorregulação do pensamento à ação.



Por: Gustavo Nobio. O autor é técnico em Meio Ambiente formado pela FUNCEFET (RJ) e voluntarioso promotor da Sustentabilidade; articulista, comunicador ambiental e administrador do site SenhorEco.org.

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