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Como Nosso Corpo é Afetado Pela Tecnologia Digital e Como Isso Impacta As Relações Sociais

 A busca da palavra única, autoritária, coincide com a busca de um território sem variações, com uma trama digital sem matizes, com perspectivas sem nuances, diversidade ou consistência. Planificar é um verbo fundamental desse projeto, que se opera em todas as dimensões. Na ambiental, por exemplo, impõe-se queimando, desmatando, drenando a diversidade e achatando a tridimensionalidade natural dos sistemas vivos. E assim prossegue na pauta de costumes, na cultura, na educação, na ciência. 

Análises políticas, denúncias jornalísticas, argumentos científicos, alertas sociológicos e psicológicos proliferam para apontar os descaminhos que vivemos hoje no Brasil. Mas em meio à verborragia planificada no digital, um elemento é negligenciado apesar de onipresente. 

Para acessá-lo, vale resgatar uma premissa fundamental de diferentes teorias da Comunicação que é o fato de a tecnologia exercer grande influência sobre os modos de perceber, pensar, dialogar, interagir e expressar-se na sociedade. Se convocamos o auxílio da neurociência para compreender esta perspectiva da sensorialidade humana, temos que a cognição não é um produto isolado do cérebro, mas um desdobramento do arranjo integrado de todo o corpo, incluindo suas diferentes estruturas e camadas, suas habilidades sensórias e perceptivas, suas emoções, impulsos, sentimentos e expressões psicomotoras, e suas relações com o ambiente. 

Portanto, os efeitos da tecnologia sobre o humano são efeitos sobre o corpo. E como tem passado o corpo dos brasileiros conectados às redes digitais? A cultura de uso intenso dos smartphones significa, por exemplo, que passamos muitas horas imersos na relação com as telas, com um campo visual estreito e bidimensional, e um conjunto de estímulos limitados e muito focados na visão, convocando a cabeça baixa e alguns poucos movimentos de mãos e dedos. Ou seja, a riqueza da sensorialidade e das habilidades do universo corporal, em todas as suas camadas e conexões internas e com o ambiente, é evocado de modo acanhado. 

Isso representa menos estímulo ao caráter conectivo reticular do corpo e mais estímulo a uma conectividade reativa e impulsiva. Esbravejamos, reclamamos, replicamos… mas a criatividade, o devaneio, o pensamento capaz de alçar voos na imensidão da mente ficam mais propensos a voos de galinha do que voos de condor. 

O simulacro de contato com o outro, via digital, também reduz as trocas presenciais, que são onde a imagem do outro ganha tridimensionalidade, gestos dos pés à cabeça, micro expressões no rosto, nas mãos, nos membros e tronco; onde a conversa tem nuances de temperatura, empatia, desacordos, negociações mediadas por uma orquestração psicobiofísica contínua, bem diferente das frequências homogêneas e planificadas do digital. 

Se pensarmos que o corpo humano foi moldado por milhares de anos para reconhecer, afetar e ser afetado pela riqueza da troca presencial, dá para imaginar a aridez que representa o contato virtual. Dá para entender também tanta sensação de vazio, tanta dificuldade de diálogo, tanta aspereza no trato em sociedade – justamente na era da sociedade em rede. 

Não digo que esta sensação que paira no ar de um desarranjo constante seja apenas pela carência do corpo. É claro que todo o contexto político, social, econômico e ambiental que temos vivido exerce pressão implacável sobre todos nós. Mas o fato é que a ausência da primazia ancestral do corpo na contemporaneidade humana alimenta um desalento muitas vezes difícil de reconhecer, de dar nome, de dedicar cuidado. 

A pauta aqui não é uma mera questão de sedentarismo, de ir ou não à academia. O assunto é o corpo em suas camadas entrelaçadas … todas elas: as físicas, as subjetivas, as transcendentais. O corpo entorpecido pelo estresse e pelo digital vai afrouxando e deixando de viver esses entrelaçamentos. E de construir sentido a partir deles. 

A falta de experiência conectiva do corpo destreina o sistema nervoso – também uma rede viva – a operar, buscar e fazer conexões; a reconhecer e degustar os modos integrados de ser e de estar no mundo. Aumenta, assim, a dificuldade de ser conectivo para além da pele e de ser integrador através do digital. E justamente na era das redes… 

Mas esse não é um texto para ser coroado com um emoji de lágrima escorrendo. Este é um chamado para os que são ativistas, os que sentem falta de entrosamento, os que carregam o peso da solidão, os que não conseguem fugir da raiva, os que não conseguem superar a apatia, os que não escutam, os que não abraçam. Tantas condições fragilizadas de comportamento, tendo em comum o mesmo catalizador: a falta de corpo em camadas. 

Dificilmente construiremos alternativas às conjunturas que nos desagradam sem mudanças de mentalidades. E transformar fluxos cognitivos implica transformações do corpo – nossa dimensão mais singular, eloquente e onipresente. Assim, além de arregaçar as mangas pelo que se quer, pode ser muito fértil redescobrir o corpo que é ecossistema por dentro e que compõe redes em fluxo por fora. 

É preciso reconhecer se cada um de nós está perdendo vitalidade, fechando-se no corpo próprio. É preciso cultivar a respiração, o toque em si e no outro, o abraço, o afeto, o contato. É preciso experimentar liberdade de movimento, de expressão estética, de ludicidade, de descanso e de degustação do universo interno. Corpos com vitalidade, com escuta aberta a perceber seu caráter integrado, são corpos ativamente políticos. 

Mantêm o sistema nervoso estimulado a reconhecer os fenômenos integrados do mundo. Estão preenchidos e aptos a lidar com as impermanências de hoje, e a instigar a conectividade com os demais. É o que diz o neurônio-espelho e milênios de aprendizado humano pelo contato, pela observação e pela experiência conjunta. 

Num momento em que aparecem poucas alternativas além do espernear, dar a chance para o inusitado, o simples, o que está escondido no trivial, pode ser tão efetivo e ousado como foi o movimento das mulheres de Atenas na guerra do Peloponeso. Então dedique uma semana a experimentar seu corpo de outro modo. Que seja um segredo seu, mas experimente. 

Perceba que toda ação é um sinal de vida do corpo. Andar na rua é modificar a paisagem de um espaço tridimensional. Respirar é cultivar diálogo entre o ambiente e o sangue. Cruzar olhares é assimilar outro humano único como você. Tocar-se é ativar seu universo sensorial. Permita-se pequenas transgressões de seus padrões. Divirta-se com suas estranhezas e dos outros. Busque atividades para acessar as camadas entrelaçadas esquecidas. 

Se não surtir efeito, sempre haverá a rotina digital de todo o dia. Mas se acender algo diferente em seus sentidos, se brotarem desdobramentos que vão além do corpo, continue a experiência na semana seguinte e na outra… e na outra…

Por: Ricardo Barretto; comunicólogo e educador somático que pesquisa relações entre o corpo vivo, fluxos comunicativos e o ambiente. Fonte: Página 22.

Jovens Defendem a Ciência, Mas Desconhecem Produção Científica do País

Pesquisa inédita com mais de 2 mil pessoas revela o que os jovens pensam, sabem e não sabem sobre a ciência e tecnologia no Brasil. 

A maioria dos jovens brasileiros gosta de ciência e acha que o governo deveria investir mais no setor — inclusive em momentos de aperto econômico, como o atual. Por outro lado, são poucos os que buscam ativamente informações sobre ciência e tecnologia; e apenas uma minoria sabe dizer o nome de alguma instituição de pesquisa nacional. A maioria se informa sobre o assunto pela internet, e confessa ter dificuldade para saber se uma notícia é verdadeira. 

Esses são alguns dos resultados de um levantamento inédito sobre a percepção pública da ciência e tecnologia no Brasil, com foco no público jovem. Realizado pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT), o estudo é baseado em 2,2 mil entrevistas domiciliares, realizadas com jovens de 15 a 24 anos de idade, em 21 Estados e no Distrito Federal, no início deste ano.

Resultados 

Quase 70% dos jovens entrevistados disseram ter interesse em ciência e tecnologia — mais do que em esportes (62%) e o mesmo que em religião (67%). O tema só ficou atrás de meio ambiente (com 80% de interessados) e medicina e saúde (74%), que também são temas fortemente ligados à ciência e tecnologia. Cerca de 70% consideraram que a ciência traz "muitos benefícios" para a humanidade e 82% concordaram com a afirmação de que “a ciência e a tecnologia estão tornando nossas vidas mais confortáveis”. 

Com relação ao apoio do poder público, 94% disseram que o governo federal deveria aumentar, ou ao menos manter, os investimentos em ciência e tecnologia, mesmo "sabendo que os recursos são limitados e que gastar mais com alguma coisa significa ter que gastar menos com outras".

Além disso, 68% concordaram que "os governantes devem seguir as orientações dos cientistas". 

Apesar disso, somente 26% disseram buscar informações sobre o tema com frequência; e apenas 12% souberam citar o nome de alguma instituição "que se dedique a fazer pesquisa científica no Brasil". As três instituições mais lembradas foram a Universidade de São Paulo (USP), o Instituto Butantan e a Fiocruz. Só 5% souberam dizer o nome de algum cientista brasileiro. Os mais citados foram o astronauta Marcos Pontes (atual ministro da Ciência e Tecnologia), o inventor/aviador Santos Dumont e o médico sanitarista Oswaldo Cruz. 

Pouco mais da metade (57%) dos entrevistados disse acreditar que "a ciência e a tecnologia vão ajudar a eliminar a pobreza e a fome no mundo"; 54% consideraram que os cientistas "estão exagerando sobre os efeitos das mudanças climáticas"; e 40% concordaram com a afirmação de que, "se a ciência não existisse, meu dia a dia não mudaria muito" — apesar de a ciência estar por trás de todos os produtos que utilizamos no nosso dia a dia, das roupas e alimentos aos remédios e aparelhos eletrônicos.

Análises 

Os resultados são ao mesmo tempo "desalentadores e empolgantes", segundo Yurij Castelfranchi, pesquisador do INCT-CPCT, diretor de divulgação científica e professor de Sociologia da Ciência na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 

Se por um lado os jovens demonstram ter uma visão muito positiva da ciência e dos serviços que ela presta para a sociedade, há um desconhecimento muito grande sobre conceitos básicos de ciência e sobre como a ciência e a tecnologia são produzidas no Brasil. "Esperávamos que os jovens se saíssem melhor que os adultos nesse quesito, por estarem mais próximos das universidades; mas não", afirma Castelfranchi. "Temos um trabalho urgente a fazer na melhoria da comunicação da ciência no Brasil. Não só há pouco conhecimento, como a desinformação é muito alta". 

O cruzamento dos diversos dados do estudo — incluindo informações sobre o perfil político, religioso e socioeconômico dos entrevistados — sugere que "ter a verdade ao alcance de um click" não é suficiente para moldar a opinião dos jovens sobre temas científicos, ressalta Castelfranchi. 

"Boa parte da atitude das pessoas sobre ciência não tem a ver com o seu grau de conhecimento científico, mas com posicionamentos políticos e morais", diz o pesquisador. As opiniões sobre mudanças climáticas, por exemplo, são influenciadas por vieses políticos, enquanto que as opiniões sobre evolução humana são fortemente moldadas por crenças religiosas. "O nível de conhecimento é importante, mas não é suficiente".

É algo que precisa ser levado em conta na formulação de estratégias de comunicação da ciência sobre esses e outros temas polêmicos, como vacinas e alimentos geneticamente modificados, diz Castelfranchi. "A pessoa pode ter doutorado e ser contra transgênicos", exemplifica ele — ainda que as evidências científicas respaldem amplamente a segurança desses alimentos. 

Também fica claro no estudo que não há um "bloco único" de jovens anticiência no Brasil, mas uma pluralidade de opiniões e posicionamentos que são influenciados por fatores diversos na sociedade. "Não existe um grupo compacto que rejeita a ciência como um todo, mas pessoas que, em geral, reconhecem o valor da ciência e que rejeitam ou se distanciam de algumas áreas, aplicações ou evidências específicas", afirma Castelfranchi. 

Ecossistemas de informação 

As mídias e plataformas digitais são as mais usadas pelos jovens para acessar informações de ciência e tecnologia, com grande destaque para o Google e YouTube — usados por 79% e 73% dos entrevistados, respectivamente, segundo a pesquisa. 

Além das entrevistas-padrão, os pesquisadores realizaram conversas com grupos focais de jovens no Rio de Janeiro (RJ) e Belém (PA) para discutir principalmente a questão das fake news. As conversas revelaram uma mudança no "ecossistema" de consumo de informações, em que os jovens, mais do que buscar ativamente as informações que lhes interessam, passam a encontrá-las de forma passiva nas mídias digitais. Muitos, segundo Luisa, dizem "tropeçar" nas notícias sobre ciência e tecnologia, à medida que elas lhes são servidas pelas redes sociais e pelos mecanismos de busca da internet. 

"O que está acontecendo é que os jovens estão perdendo o protagonismo no acesso e no tipo de informação de ciência e tecnologia com que têm contato", avalia Luisa. "Porque, se você deixa de procurar a informação que te interessa e simplesmente espera que ela chegue até você, obviamente você perde o protagonismo nesse processo". 

A preocupação com a veracidade das informações parece ser alta. Cerca de um quarto dos entrevistados disse receber com frequência, ou “muita frequência”, notícias de ciência e tecnologia que acreditam que possam ser falsas. Quase metade considerou ser "difícil" saber se uma notícia é verdadeira e 21% disseram ser “muito difícil ou impossível” fazer essa checagem. 

"Há uma expressão muito forte de angústia com relação a isso", afirma Luisa. O método de checagem mais usado pelos jovens, segundo a pesquisa, é conversar com amigos e familiares. 

O protagonismo do YouTube como mídia de preferência para obtenção de informações de ciência e tecnologia é algo que precisa ser avaliado com atenção, avalia Castelfranchi. "O YouTube pode ajudar muito como um motivador e como uma bússola, para apontar direções e conectar as pessoas com outras fontes de informação", avalia o sociólogo. "Mas, sozinho, não é suficiente". 

O pesquisador alerta que os resultados quantitativos do estudo não devem ser avaliados de forma isolada, pois nenhum desses números conta uma história completa por si só. A verdadeira força desse tipo de pesquisa, segundo Castelfranchi, vem das análises qualitativas, que derivam do cruzamento de diversas informações. 

Repercussões 

Para o comunicador de ciência Atila Iamarino, do canal Nerdologia (com quase 2,5 milhões de inscritos no YouTube) o que a pesquisa revela é exatamente o modelo operacional dessas plataformas digitais — algo que já é conhecido e vem sendo explorado com grande eficiência pelos disseminadores de pseudociência e teorias da conspiração na internet. 

"A proposta toda do YouTube é, justamente, otimizar o conteúdo e a maneira como esse conteúdo é apresentado para induzir o consumo passivo. É para você assistir um vídeo e ele te recomendar o próximo, depois outro, e mais outro, sem que você tenha de procurar ativamente aquilo que quer saber", diz Iamarino, que é doutor em microbiologia pela Universidade de São Paulo (USP). "É em cima disso que esse mercado trabalha há pelo menos cinco anos". 

Os cientistas e as instituições de pesquisa brasileiras, segundo ele, não estão preparadas para trabalhar nem lidar com esse tipo de comunicação. Já os "anticientistas" sabem fazer isso muito bem — por exemplo para questionar a influência humana no aquecimento global ou a segurança das vacinas. 

"Se você fizer uma busca por qualquer tema pelos quais os jovens se interessam hoje no Google, e principalmente no YouTube ou Facebook, só aparecem vídeos de conspiração e pseudociência", diz Iamarino. "A anticiência está muito mais ativa nesses meios e conversando muito melhor com o público do que os canais de ciência propriamente dita. São vídeos mais engajantes, que mantêm as pessoas assistindo por mais tempo, e por isso mesmo são mais referenciados pelas plataformas para quem está fazendo consumo passivo de informação. Isso é terrível.". 

Para a também microbióloga e divulgadora de ciência Natalia Pasternak, essa passividade informativa e o desconhecimento das instituições de pesquisa nacionais sugerem que o interesse dos jovens por ciência, na verdade, "é mínimo e superficial". 

"Esse dado também é muito preocupante, porque o consumo passivo de conteúdo deixa os jovens suscetíveis às informações impulsionadas por lobbies de grupos com interesses politicos e econômicos", destaca Natalia, que é pesquisadora colaboradora do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, diretora do festival Pint of Science no Brasil e diretora-presidente do Instituto Questão de Ciência (IQC). 

Uma pesquisa encomendada ao Datafolha pelo IQC e divulgada em maio indica, segundo ela, que 90% dos jovens brasileiros concordam que o aquecimento global é real e causado pelo homem. Segundo a pesquisa do INCT-CPCT, porém, 54% deles acham que os cientistas estão exagerando o problema. "Ou seja, entendem que o problema existe mas não a sua gravidade, o que demonstra também um comportamento superficial e de desinteresse", avalia Natalia. "Estamos falhando em engajar os jovens em ciência". 

O professor Nelio Bizzo, da Faculdade de Educação da USP, especialista em educação científica, aponta também para o fato de a grande mídia brasileira não valorizar devidamente os feitos da ciência nacional. "Temos grandes projetos científicos, produzindo resultados muito importantes, mas que passam despercebidos pela grande imprensa, só por serem de instituições públicas", afirma Bizzo. "Altas autoridades se manifestam mostrando total desconhecimento da ciência brasileira; então não surpreende que o cidadão comum também a desconheça".

Por: Herton Escobar (Jornal da USP).

Amazon Anuncia Três Novos Parques Eólicos Para Apoiar Sua Infraestrutura Global de Serviços na Web

A Amazon.com (NASDAQ: AMZN) anunciou três novos parques de energia eólica como parte de sua meta de longo prazo para alimentar toda a infraestrutura global da Amazon Web Services (AWS) com energia renovável. Esses projetos – localizados na Irlanda, Suécia e nos Estados Unidos – fornecerão mais de 229 megawatts (MW) de energia, com geração esperada de mais de 670.000 megawatts-hora (MWh) de energia renovável anualmente. Os lançamentos fazem parte da estratégia da AWS para que 100% de sua infraestrutura utilize energia renovável. Em 2018, a AWS ultrapassou 50% de energia renovável para sua infraestrutura global. 

Depois de concluídos e combinados com outros nove projetos, a geração de energia renovável deve superar 2.700.000 MWh por ano, o equivalente ao consumo anual de eletricidade de mais de 262.000 residências nos EUA, aproximadamente o tamanho da cidade de Nashville, no estado americano do Tennessee. 

"Cada um desses projetos nos aproxima do nosso compromisso de longo prazo de usar 100% de energia renovável para impulsionar a infraestrutura global da AWS", disse Peter DeSantis, vice-presidente de infraestrutura global e suporte ao cliente da Amazon Web Services. "Esses projetos estão bem posicionados para atender aos 'data centers' [centros de processamento de dados] da AWS na Irlanda, na Suécia e nos EUA. Esperamos mais projetos em 2019 à medida que continuamos em direção à meta de alimentar toda a infraestrutura global da AWS com energia renovável". 

A Amazon se comprometeu a comprar a energia de um parque eólico em Donegal, na Irlanda, de 91.2 MW. Espera-se que o projeto do parque eólico de Donegal forneça energia limpa até o final de 2021. 

"O investimento da AWS em projetos de energia renovável na Irlanda demonstra seu compromisso contínuo de adicionar energia limpa à rede e dará uma contribuição positiva para as metas de energia renovável da Irlanda", disse Leo Varadkar, primeiro ministro da Irlanda. "Como um empregador significativo na Irlanda, é muito encorajador ver a Amazon liderando essa questão. Estamos ansiosos para continuar a trabalhar com a Amazon enquanto nos esforçamos para tornar a Irlanda um líder em energia renovável". 

A Amazon também comprará 91 MW de energia de um novo parque eólico em Bäckhammar, na Suécia, que deverá fornecer energia renovável até o final de 2020. 

"A Suécia é conhecida há muito tempo por metas ambiciosas de energia renovável, e este novo parque eólico mostra tanto a liderança de nosso país quanto o compromisso da AWS com energia renovável", disse Anders Ygeman, ministro de Energia e Desenvolvimento Digital da Suécia. "Este é um passo significativo na produção de energia renovável da Suécia, enquanto trabalhamos em direção a nossa meta de 100 por cento de energia renovável até 2040".

A Califórnia lidera nos Estados Unidos na geração de energia renovável a partir de fontes não-hidrelétricas e as montanhas Tehachapi, onde o parque eólico da AWS está localizado, abrigam alguns dos maiores parques eólicos do país. O projeto em Tehachapi deverá gerar até 47 MW na capacidade de energia renovável até o final de 2020. 

"Este anúncio da AWS é uma ótima notícia, não apenas para a Califórnia, mas para todo o país, pois reafirma nosso papel de líder em energia renovável e nos permite dar um passo importante na implantação da energia limpa que precisamos para responder à mudança climática", disse o senador Jerry Hill, do condado de San Mateo e Santa Clara, membro do Comitê Permanente do Senado para Energia, Serviços Públicos e Comunicações. 

Além das iniciativas de sustentabilidade focadas em potencializar a infraestrutura global da AWS, a Amazon anunciou recentemente o Shipment Zero – a iniciativa da Amazon para zerar a emissão líquida de carbono de envios de produtos, que deve abranger 50% de todos os envios até 2030. Programas adicionais de sustentabilidade em toda a empresa incluem Amazon Wind Farm Texas, que adiciona mais de 1 milhão de MWh de energia limpa a cada ano. 

No total, a Amazon possibilitou 53 projetos eólicos e solares em todo o mundo, que produzem mais de 1.016 MW e deverão entregar mais de 3.075.636 MWh de energia anualmente. Esses projetos apoiam centenas de empregos, enquanto fornecem dezenas de milhões de dólares de investimento em comunidades locais. A Amazon também estabeleceu uma meta para hospedar sistemas de energia solar em 50 centros de atendimento até 2020. 

Essa implantação de sistemas solares em telhados é parte de uma iniciativa de longo prazo que começará na América do Norte e se espalhará pelo mundo. A Amazon também implementou o Projeto de Energia do Distrito, que usa energia reciclada para aquecer os escritórios da Amazon em Seattle.


Os Impactos Ambientais da Tecnologia da Informação e Comunicação

Em vez de ajudar a economia global na transição para o baixo carbono, a digitalização dos setores econômicos pode contribuir para aumentar as emissões e intensificar a mudança do clima. O alerta vem do think tank The Shift Project. 

A tecnologia da informação e comunicação (TIC) sempre foi vista como uma aliada importante no esforço global contra a mudança do clima por sua capacidade disruptiva de transformação de processos e práticas em quase todos os setores econômicos. Com a internet e os diversos dispositivos digitais que nos cercam hoje, por exemplo, muitas pessoas conseguem trabalhar de suas próprias casas, sem se locomover para escritórios e, consequentemente, sem emitir gases de efeito estufa que contribuem para o aquecimento global. 

No entanto, esse potencial ainda não está sendo aproveitado. Pior: a infraestrutura e os produtos digitais de alto consumo energético estão crescendo além de nosso controle. O consumo de energia de TIC representou em 2018 cerca de 3,7% das emissões globais de gases de efeito estufa e segue aumentando ao ritmo de 9% ao ano. Se isso se mantiver nas próximas décadas, em vez de ajudar a economia global na transição para o baixo carbono, a digitalização dos setores econômicos pode contribuir para aumentar as emissões e intensificar a mudança do clima. 

Este é o alerta do relatório Lean ICT – Towards Digital Sobriety ("TIC Enxuto – Rumo à Sobriedade Digital", em tradução livre), publicado pelo think tank francês The Shift Project. O estudo foi elaborado por um painel de especialistas que avaliou os impactos ambientais das tecnologias digitais, no contexto da digitalização, e o crescimento rápido nos fluxos de dados e nas bases de terminais instaladas. 

O setor de TIC é considerado estratégico para viabilizar esforços de mitigação das causas e adaptação aos efeitos da mudança do clima. No entanto, geralmente os impactos ambientais diretos e indiretos relacionados ao uso crescente de equipamentos digitais são constantemente subestimados devido à miniaturização dos dispositivos e a invisibilidade da infraestrutura relacionada. Os impactos ambientais da digitalização podem ser administráveis se o consumo excessivo que existe em diversos mercados hoje for reduzido, o que ajudaria a limitar o aumento do consumo energético de TIC em 1,5% por ano. 

Assim, mudanças nos padrões de consumo rumo a uma sobriedade digital, particularmente nos países desenvolvidos, podem viabilizar uma transição digital em linha com as preocupações globais com a mudança do clima. 

Uma transição digital comedida consiste basicamente na compra de equipamentos de baixo consumo energético, que não precisam ser recarregados sucessivas vezes, e reduzir o uso desnecessário de equipamentos de alto consumo energético. 

O relatório traz quatro conclusões centrais nessa análise: 

A intensidade energética da indústria digital cresce em todo o mundo à taxa de 4% ao ano, em contraste com a tendência global, que declina 1,8% por ano. 

O consumo energético direto de cada US$ 1 investido em tecnologias digitais aumentou 37% desde 2010. As emissões de dióxido de carbono equivalente (CO2e) do setor digital aumentaram em cerca de 450 milhões de toneladas desde 2013 nos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), na medida em que as emissões gerais caíram 250 milhões de toneladas em todo o mundo no mesmo período. 

A tendência de um consumismo digital não é sustentável por conta da energia e das matérias-primas necessárias para a produção e operação desses equipamentos. 

A transição digital atualmente gera um aumento forte na pegada de carbono do setor de TIC, que inclui a energia necessária para a produção e o uso dos equipamentos (como servidores, redes e terminais), que vem crescendo rapidamente ao ritmo de 9% por ano. 

A parcela de emissões de GEE correspondentes às tecnologias digitais aumentou pela metade desde 2013, passando de 2,5% para 3,7% das emissões globais. A demanda por matéria-prima, especialmente metais raros e críticos, para produção de equipamentos também vem crescendo. 

O consumo digital atual é altamente desigual. 

Em 2018, o consumidor norte-americano médio possuía 10 dispositivos conectados e consumia 140 gigabytes de dados mensalmente; já o indiano contava apenas com um dispositivo e dois gigabytes de dados – uma diferença de 70 vezes entre os dois mercados. 

O consumo digital excessivo não é um fenômeno global: ele é causado por países de alta renda, que consomem mais dispositivos digitais e mais energia para sua operação. 

O impacto ambiental da transição digital pode ser melhor administrável se o consumo for mais comedido. 

Se mudarmos nossa relação com as tecnologias digitais, do consumo excessivo para um uso mais racional, podemos limitar o aumento de consumo de energia de TIC em 1,5% por ano. No entanto, o comedimento apenas previne uma situação mais grave: não é suficiente sozinho para reduzir os impactos ambientais da tecnologia digital. 

"Nosso relatório traz evidências para as empresas de que sua transição digital não é automaticamente compatível com suas metas de mitigação da mudança do clima", explica Hugues Ferreboeuf, diretor do grupo de trabalho responsável pela publicação do The Shift Project. 

Para Françoise Berthoud, pesquisadora da Universidade de Grenoble e diretora do grupo EcoInfo do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS), devemos nos libertar do mito de que um mundo totalmente digital poderia limitar o aquecimento global e nos conscientizar sobre os impactos ambientais dessas tecnologias "Neste relatório, descrevemos maneiras para limitar o esgotamento de recursos não renováveis, metais em particular, e limitar a enorme quantidade de energia desperdiçada pela digitalização de nossa sociedade". 

"Frequentemente, consideramos que, quando um determinado processo é digitalizado, ele foi ‘desmaterializado’. O problema é que, por trás de cada byte, temos mineração e processamento de metais, extração de petróleo, fabricação e transporte, obras públicas (como enterramento de cabos) e geração de energia com carvão e gás", aponta Jean-Marc Jancovici, presidente do think tank. 

"Por isso, a pegada de carbono do sistema digital global já representa 4% das emissões em todo o mundo e está aumentando no ritmo de 9% ao ano. Precisamos fazer o que for necessário para reverter esse cenário o quanto antes". 

O relatório está disponível na íntegra, acompanhado por um resumo executivo.

Fonte: Página 22.

Cientistas e Cartunistas se Unem Para Divulgar Ciência em Quadrinhos

Biólogo da USP e quadrinista lançam tirinha feita a partir de artigo científico, enquanto físico dos EUA publica graphic novel para estimular conversas sobre ciência. 

Se já é quase consenso que devemos colocar mais ciência na pauta pública, a divulgação científica – que é a comunicação da ciência para o público não especializado – tem feito a festa com os novos meios de comunicação. 

Todos os dias, novos conteúdos de ciências de criadores de todo o mundo são compartilhados em plataformas como YouTube, mídias sociais e podcasts. Mas também se destacam novos usos que os divulgadores têm dado para velhos meios. Nesta categoria, a adoção da linguagem dos quadrinhos tem bons exemplos na universidade. Em 20/02/2019, o biólogo e pesquisador da USP Luciano Queiroz e o cartunista Marco Merlin lançaram a tirinha Ciclos, que transformou em HQ os resultados de um artigo científico. 

O objetivo do estudo que deu origem à tirinha, feito quando Luciano Queiroz ainda estava na iniciação científica na Universidade Federal de Goiás (UFG), foi estudar como acontece a colonização de riachos por insetos aquáticos. Os insetos aquáticos não são tão conhecidos e muitos deles sequer foram "batizados" com nomes populares. Libélulas, percevejos, besouros e mosquitos são mais famosos, mas nem por isso têm menos importância ecológica do que os efemerópteros, trichopteros e plecopteros – alguns dos personagens do HQ. 

"Nós decidimos fazer nosso experimento em riachos intermitentes, que secam em determinada época do ano e voltam a encher no período chuvoso. Isso nos permite observar como um ambiente vazio, sem praticamente nenhum organismo, evolui com o tempo em relação às espécies que o habitam", conta Bruno Spacek, o primeiro autor do artigo. 

Dessa forma, autores esperam fazer chegar em mais gente os resultados alcançados no estudo, mostrando a importância dos insetos para a conservação dos ambientes aquáticos. "A combinação da linguagem visual e textual ao conteúdo científico facilita muito a compreensão dos conceitos mais abstratos ou técnicos", diz o quadrinista Marco Merlin.



Libélulas, percevejos, besouros, mosquitos e também insetos menos "famosos" contribuem para o equilíbrio ecológico aquático. 

Arte, entretenimento… e ciência! 

Em parceria com o projeto Dragões de Garagem, que produz conteúdo de ciência em diversas plataformas, Marco Merlin também publica, desde 2016, as Cientirinhas. "As pessoas adoram o formato, compartilham, marcam amigos e comentam", conta Luciano Queiroz, que é também um dos criadores do Dragões de Garagem. "São tirinhas com geralmente quatro quadros e uma piada que dá o gancho para um conteúdo científico, mas que o leitor identifica como entretenimento", diz o biólogo, ressaltando que esta é uma maneira de desvincular a ciência da forma por vezes até traumatizante como é ensinada na escola, atravessada por provas e "decorebas". 

"Como as Cientirinhas deram super certo, pensamos se seria possível divulgar os resultados de um artigo no mesmo formato", conta Luciano Queiroz, que atualmente é doutorando no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. Mas como a ideia era aprofundar o conteúdo apresentado, eles optaram por criar uma tira longa, seguindo um formato popularizado pelo site Zen Pencils. 

Luciano conta ainda que, nesta tirinha, foi buscado um tom mais poético para falar sobre os ciclos, usando uma comunicação mais emotiva. "Sabemos que as pessoas se conectam pela emoção", detalha o biólogo, ao explicar as ferramentas escolhidas para tratar de um tema que, por si só, poderia ser visto como pouco atraente – a vida de insetos desconhecidos pelos rios e lagos. 

Quadrinhos pela física 

Nos Estados Unidos, trabalhando com uma disciplina talvez até mais temida que a biologia, o físico Clifford Johnson também acha que deveríamos ter mais conversas sobre ciências – assim como fazemos com temas como política, livros, esportes ou a última série lançada no Netflix. E os quadrinhos foram a maneira que ele encontrou de chamar o público para esse debate. 

Johnson é autor do livro The Dialogues, em que nos convida a escutar uma série de conversas na forma de uma graphic novel, escrita e desenhada por ele, sobre "a natureza do universo". As conversas acontecem em museus, trens e restaurantes e incluem desde a ciência da culinária até o multiverso e a teoria das cordas. Partindo da ideia de que a ciência é uma maneira de fazer perguntas para nosso ambiente e dar sentido a ele, todo mundo acessa a ciência, de uma forma ou de outra, no seu dia a dia. "Então vamos falar sobre isso!", incentiva o professor da University of Southern California. 

O físico e artista gráfico Clifford Johnson.
Para Johnson, os quadrinhos são uma plataforma ideal para falar de física. Ele diz que nunca se sentiu estimulado a fazer outro tipo de livro de ciência, dentro dos modelos que são esperados que pessoas de sua área escrevam, mas sim produzir algo que o afastasse desse estilo de autor ‘conferencista’.

"A graphic novel está sendo reconhecida como um formato amplo que pode incluir muitos temas e atrair diversos tipos de pessoas. E está ganhando muitos leitores. Vários entusiastas de ciência já vieram me dizer que nunca haviam lido uma graphic novel antes, e meu livro as apresentou ao gênero, que agora elas adoram". 

Ele conta que trabalhar com artes gráficas também proporcionou alguns insigths para sua prática como cientista, enfatizando como símbolos podem ser "úteis e poderosos como forma de organizar pensamentos para abordar muitas áreas na pesquisa, seja para gerar novas ideias ou organizar novos cálculos". 

Na mão oposta, acredita que o pensamento sistemático adquirido na prática científica pode ajudar o autor de HQ em aspectos como identificar semelhanças e estruturas subjacentes ao estudar o seu próprio trabalho e o de outros. "Esses são tipos de abordagens que funcionam na ciência e têm aplicabilidade mais ampla. As artes gráficas e a ciência têm mais coisas em comum do que em geral se imagina", revela. 

Para quem está em dúvida se a HQ é uma boa forma de começar a fazer divulgação científica, Johnson diz que é sim possível começar nos quadrinhos, seja fazendo tudo sozinho, como ele, seja em colaboração. Mas o mais importante, primeiro, é ter algo a dizer, e então descobrir a melhor maneira de fazer isso, o público que se quer alcançar. "Isso determinará muito o meio escolhido. Cada um deles tem seus seus pontos fortes, e todos têm diferentes níveis de dificuldade de produção e de alcance em potencial. Mas encontre sua voz primeiro", recomenda. Isso pode significar fazer projetos menores em um meio rápido e fácil, onde é possível experimentar, como um blog. "Por outro lado, você não terá um grande público imediatamente, mas tudo bem, porque você está descobrindo o que quer dizer e como dizer. A audiência virá mais tarde. Nada é desperdiçado e, como em qualquer campo, prática e experimentação são os passos mais importantes", ressalta. 

Ele defende também as formas mais tradicionais de interação dos pesquisadores com o público. "Não se esqueça de coisas como falar em museus locais, escolas, organizar um festival, clubes de ciências, cafés científicos, conversar sobre ciência no pub local, enfim… tudo que reúne as pessoas para se envolver com a ciência tem seu valor. Não precisa ser nada grandioso ou incluir mídia sofisticada. Todas essas modalidades podem enriquecer a cultura de muitas maneiras", defende o professor. Como alguém que faz o que prega, Johnson costuma dedicar um bom tempo da sua rotina para conversar com não cientistas – e acredita que isso seja parte do seu trabalho. 

A história de Nildo e Rony 

Os Braços de Nildo e Rony é uma HQ roteirizada por Antonio Galves, professor do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP e coordenador do Cepid Neuromat, e com ilustrações de João Magara. O material busca orientar pacientes que sofreram uma lesão traumática do plexo braquial, um conjunto de nervos que faz a comunicação entre os membros superiores e o cérebro. As lesões afetam muitas vítimas de acidentes de trânsito, principalmente envolvendo motos – mais de 80% dos traumas são decorrentes desse tipo de acidente. 

"Originalmente, a HQ surgiu como uma cartilha. Queríamos poder contar para o paciente de maneira clara e cientificamente correta o que é lesão do plexo braquial, os tipos de cirurgia, atendimento fisioterápico e divulgar a plataforma Abraço", explica a neurocientista Claudia Domingues Vargas, pesquisadora do Cepid Neuromat. Apesar do público-alvo inicial serem pacientes e seus familiares, a HQ é uma forma envolvente de entender como nosso corpo funciona, e os problemas que acidentes de trânsito podem causar.

HQ esclarece sobre trauma que afeta movimentos e sensações no braço. Centro de Pesquisa em Neuromatemática inova em formas de levar conhecimento sobre lesão do plexo braquial.

O artigo Successional colonization of temporary streams: An experimental approach using aquatic insects teve autoria de Bruno Spacek Godoy, Luciano Lopes Queiroz, Sara Lodi, Jhonathan Diego Nascimento de Jesus, Leandro Gonçalves Oliveira e foi publicado no periódico Acta Oecologica. A tirinha completa sobre o estudo pode ser acessada no site: www.lucianoqueiroz.com.br/ciclos. 

O livro com a graphic novel The Dialogues, de autoria de Clifford Johnson, foi lançado pela MIT Presse em fevereiro de 2019, pode ser adquirido pelo site Amazon. 

Mais informações: luciano@lucianoqueiroz.com.br, com Luciano Queiroz.

Por: Luiza Caires (Jornal da USP).

Responsabilidade Social Empresarial — O Poder da ISO 26000

O que é uma empresa Socialmente Responsável? Para que possamos compreender melhor esse conceito, temos de identificar o lugar que a empresa ocupa na sociedade. 

O papel de uma organização vai além da geração de riquezas e de empregos. Para se ter uma ideia, das 100 maiores economias do planeta, mais de 50 são empresas, ou seja, as empresas detêm além de um grande poder econômico, o poder político e social.


As empresas também têm influência direta sobre as partes interessadas, também chamados stakeholders, que são as partes diretamente ou indiretamente afetadas por uma determinada atividade ou empreendimento, como: colaboradores, comunidade, meio ambiente (entorno físico), sócios, investidores, clientes, fornecedores, município, estado, país, e até do mundo, dependendo do porte da organização.

Para que uma organização seja considerada Socialmente Responsável, deve primar pelo Desenvolvimento Sustentável, ou seja, deve ser socialmente justa, ambientalmente correta e apresentar viabilidade econômica em seus negócios. Além disso, as organizações geram lucros e são responsáveis pela distribuição dos mesmos, através de seus colaboradores, e movimentando a economia local/regional. 

É fundamental que as organizações sejam comprometidas no âmbito legal, cumprindo com leis e normas municipais, estaduais e federais, além de cumprir com os requisitos legais exigidos pelas normas internacionais, como as normas da ISO, quando aplicável. 

A empresa precisa cumprir com a normas que têm impacto direto em suas atividades e operações, cumprindo com suas obrigações. As questões legais também estão ligadas às práticas de Compliance e Governança. 

Em termos didáticos, Compliance significa estar absolutamente alinhado às normas, controles internos e externos, além das políticas e diretrizes estabelecidas para o seu negócio. O Compliance assegura que a empresa cumpra à risca todas as imposições dos órgãos de regulamentação, dentro dos padrões exigidos no segmento, nas esferas trabalhista, fiscal, contábil, financeira, ambiental, jurídica, previdenciária, ética. Para uma empresa que deseja se consolidar no mercado no longo prazo, é necessário alinhar sua função de compliance aos objetivos estratégicos, missão e visão da companhia. 

A Governança Corporativa vai além de elaborar normas e procedimentos. É um conjunto de processos que norteiam a forma como uma organização é administrada. A Governança assegura que os interesses dos administradores estejam alinhados aos interesses dos donos do negócio, promovendo a cultura de prestação de contas em uma organização. As empresas dependem das pessoas para conduzir seus processos, e é importante que haja monitoramento para minimizar impactos em caso de deslizes. Sendo assim, a regulação da relação entre administradores e donos é realizada basicamente, através de regras, auditorias e restrições de autonomia. 

Todas os pontos abordados para a Responsabilidade Social Empresarial (RSE), no âmbito ético, social e ambiental, são fundamentais para sua efetividade, mas para que tudo isso seja consolidado, as empresas precisam ir além do que a legislação exige. A empresa precisa demonstrar através de ações que tem de fato compromisso com a sociedade, se antecipando às possíveis mudanças, chegando na frente, fazendo mais que sua obrigação. 

ISO 26000 como ferramenta na Responsabilidade Social Empresarial 

A ISO 26000, publicada em 2010, dá diretrizes sobre Responsabilidade Social. A norma surgiu para auxiliar as empresas, e se tornou uma poderosa ferramenta nesse processo, contribuindo para a compreensão dos objetivos da Responsabilidade Social e para o planejamento de suas ações. 

Com foco na responsabilidade socioambiental, essa norma tem caráter voluntário e não busca a certificação, podendo ser incorporada por empresas que já tenham experiência com RSE e queiram desenvolver mais este aspecto, ou por empresas que estejam começando a desenvolver projetos de sustentabilidade. 

A ISO 26000 pode ser adotada por qualquer empresa, independente de sua origem, atividade ou porte, e como toda norma, estabelece diretrizes para conduzir a empresa no desenvolvimento da RSE, abrangendo os seguintes aspectos: 

  • Informações sobre responsabilidade social e sustentabilidade: termos, conceitos, definições, histórico, características;
  • Práticas e princípios referentes à responsabilidade social;
  • Comportamento ético e transparente da organização;
  • Implementação do comportamento responsável dentro da empresa, integração e promoção deste comportamento;
  • Conformidade com a legislação e políticas socioambientais. 

Basicamente, a Responsabilidade Social se expressa pelo desejo e propósito das organizações em incorporarem considerações socioambientais em seus processos decisórios, se responsabilizando pelos impactos de suas decisões e atividades na sociedade e no meio ambiente. Isso implica um comportamento ético e transparente que contribua para o desenvolvimento sustentável, que esteja em conformidade com as leis aplicáveis, e consistente com as normas internacionais. 

É necessário que a responsabilidade social esteja integrada em toda a organização, e seja praticada em suas relações, levando em consideração os interesses das partes interessadas. 

A ISO 26000 é pautada nos seguintes princípios: 

  • Meio Ambiente;
  • Direitos Humanos;
  • Práticas de Trabalho;
  • Práticas justas de operação;
  • Governança Organizacional;
  • Desenvolvimento Social;
  • Respeito ao Consumidor. 

A norma trata do engajamento, identificação de partes interessadas e diversas outras informações referentes à responsabilidade social de uma organização. Por ser uma norma de aplicação voluntária, o interesse da empresa em adotar esse comportamento socialmente sustentável é essencial. 

A aplicação do conceito de Responsabilidade Social em uma empresa não é tarefa fácil, principalmente por se tratar de uma mudança cultural nos processos da organização, aliando as ações sociais ao objetivo essencial de uma empresa, que é a geração de lucro. 

Para que isso aconteça, é necessário minimizar os riscos, operando de maneira sustentável. A adoção da ISO 26000 traz muitas vantagens para a organização e a comunidade, dentre elas: 

  • Assegura uma imagem positiva perante a sociedade;
  • Aprimora a Gestão de Riscos e de Crise;
  • Fideliza o cliente e cria um diferencial competitivo;
  • Provoca impactos positivos na comunidade;
  • Retém talentos e motiva os profissionais (afinal todos querem trabalhar em um ambiente seguro e saudável);
  • Aumenta a produtividade;
  • Atrai parceiros inclinados a colaborar com as causas sociais;
  • Gera oportunidades para as pessoas impactadas com as ações da empresa;
  • Previne a escassez de recursos naturais utilizados pela organização.

Sem dúvidas o estudo e a observação das diretrizes da ISO 26000 é de extrema importância para a criação de uma nova cultura organizacional. A Responsabilidade Social Corporativa deve ser expressada ainda, através dos valores da organização, que servem de base para sua consolidação, por exemplo: 

  • Sustentabilidade: Uso responsável e racional dos recursos naturais;
  • Comunidade: Redução de impactos de vizinhança, geração de renda, e elevação da qualidade de vida;
  • Educação: O conhecimento gera excelência nas atividades e operações;
  • Diversidade: Diálogo, enriquecimento e fortalecimento das relações corporativas;
  • Inovação: Desenvolvimento de processos, produtos e serviços mais eficazes, inteligentes e sustentáveis.

A Responsabilidade Social é um processo contínuo que preza pela redução de impactos negativos no meio ambiente e comunidade, trazendo possibilidades inovadoras, e portanto, não deve ser limitada. O ideal é que busquemos nos aprofundar no tema para desenvolver meios de colocar a Responsabilidade Social em prática nas empresas. 

Como profissionais, devemos estar atentos ao que vai além da nossa atuação, auxiliando as empresas a ter uma visão mais ampla de negócio. É interessante que façamos o mapeamento dos impactos de operação, apresentando soluções viáveis para reduzi-los, bem como criar ações preventivas que beneficiem a sociedade como um todo. 

Espero ter contribuído!

Por: Gisela Ramos; gestora ambiental e sanitarista, especialista em Gestão Integrada (QSMS-RS). Fonte: LinkedIn.

As 7 Forças Que Mudarão o Futuro da Economia Global

Atualmente, a produtividade econômica de algumas cidades da China é maior do que a de países inteiros. 

A chegada da internet no início dos anos 1990 é uma das últimas quebras de paradigma que transformaram profundamente a economia e a vida das pessoas. 

A internet foi uma mudança com impacto tão radical (ou quase tão radical) quanto teve uma vez o modelo heliocêntrico de Nicolau Copérnico ou a teoria da relatividade de Albert Einstein, argumenta Jeff Desjardins, editor do livro Visualizing Change: A Data-Driven Snapshot of Our World ("Visualizando a mudança: um retrato baseado em dados do nosso mundo", em tradução livre). 

No mundo dos negócios, acrescenta o fundador do site Visual Capitalist, a transformação tecnológica é a maneira mais óbvia de promover mudanças nos mercados. 

Mas também os novos consensos nesta área podem ser impulsionados por indivíduos (como Steve Jobs, Warren Buffett ou Jeff Bezos); modelos inovadores (como SpaceX, Uber ou Spotify); mudanças na mentalidade dos consumidores (como a inclinação para energias renováveis); ou alterações no equilíbrio da influência econômica no mundo (como a ascensão da China). 

"Isso significa que grandes oportunidades podem vir de qualquer lugar", diz Desjardins. 

"A mudança de paradigma de amanhã está acontecendo em algum lugar hoje", acrescenta. 

E pode vir de mãos dadas com o crescimento econômico da África, a explosão das criptomoedas, a onipresença da inteligência artificial, a revolução verde ou em qualquer outro fator, ressalta o editor. 

Nesta reportagem, selecionamos sete forças que vão mudar o futuro da economia, de acordo com as informações contidas no livro.



A tecnologia e o comércio se uniram de tal maneira que a informação se tornou mais valiosa do que os ativos físicos.

1. A invasão dos gigantes da tecnologia

Durante décadas, as empresas líderes no mundo focaram na produção industrial em série e em larga escala ou na extração e processamento de recursos naturais. É o caso de companhias como a Ford, General Electric e ExxonMobil. 

Ao longo do tempo, corporações da área de finanças, telecomunicações ou vendas de produtos de varejo entraram na lista das 10 empresas com valor de mercado mais alto. Mas agora a tecnologia e o comércio se uniram de tal maneira que a informação se tornou mais valiosa do que os ativos físicos. 

A mudança de paradigma se acelerou tão rapidamente que, nos últimos cinco anos, a lista das maiores empresas com ações negociadas na bolsa mudou radicalmente, como mostra o gráfico abaixo.


2. Aceleração do crescimento chinês

Embora não seja algo novo, chama a atenção a velocidade com que a economia e o desenvolvimento tecnológico chinês avançam. Atualmente, a produtividade econômica de algumas cidades da China é maior do que a de países inteiros. 

De fato, o país tem mais de cem cidades com mais de um milhão de habitantes. Elas foram desenvolvidas com base na criação de fábricas, na extração de recursos naturais ou no gerenciamento de dados. 

Um exemplo é o desenvolvimento observado em cidades ao redor do rio Yangtze, onde estão localizadas Xangai, Suzhou, Hangzhou, Wuxi, Nantong, Ningbo, Nanjing e Changzhou. Esta última, com um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 2,6 trilhões, superior ao da Itália. 

Por enquanto, as estimativas indicam que, entre 2017 e 2019, a China será a economia com a taxa de crescimento mais alta (35,2%) e que, até 2030, ultrapassará os Estados Unidos como líder na economia mundial.


3. Ascensão das megacidades

Nas próximas décadas, o crescimento populacional das cidades transformará a economia global. As projeções sugerem que haverá uma estabilização das taxas de natalidade nos países ocidentais e na China, enquanto será observado um boom demográfico e uma rápida urbanização em nações africanas e no restante da Ásia. 

Esse fenômeno, muito estudado, é conhecido como a ascensão das megacidades. 

Até o fim deste século, a África terá pelo menos 13 megacidades maiores do que Nova York.


4. O aumento da dívida

Estima-se que haja no mundo uma dívida acumulada de mais de US$ 240 trilhões, dos quais US$ 63 trilhões são empréstimos de governos. 

Os Estados Unidos, a Europa e algumas economias emergentes aumentaram seu nível de endividamento nos últimos anos, aproveitando o ciclo de baixas taxas de juros. Nos Estados Unidos, a dívida pública subiu recentemente, enquanto o déficit fiscal do país continua a crescer rapidamente. 

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o Japão tem uma dívida de 253%; Estados Unidos, de 105%; Espanha, de 98%; Reino Unido, de 85%; Brasil, de 74%; e México, de 46%, para citar alguns exemplos. 

E a nível global, os países que acumulam mais dívidas em relação aos outros são os Estados Unidos, o Japão e a China.


5. A velocidade da mudança tecnológica

Entre as grandes inovações tecnológicas da história moderna, estão, por exemplo, a criação da eletricidade, do telefone, do carro ou do avião. A massificação desses produtos levou, em alguns casos, várias décadas, considerando o tempo decorrido entre o desenvolvimento do primeiro protótipo e a ampla adesão por parte dos consumidores. 

Estima-se que no caso do carro foram cerca de seis décadas; do telefone, cinco; e dos cartões de crédito, mais de 20 anos. 

Hoje, no entanto, pode levar apenas alguns meses para o mercado adotar uma nova tecnologia. 

6. Barreiras comerciais 

Após a Segunda Guerra Mundial, o mundo começou a eliminar progressivamente as barreiras comerciais entre os países. 

Mas essa tendência foi recentemente desafiada por países como os Estados Unidos que, em 2018, impuseram tarifas a vários produtos chineses, desencadeando uma guerra comercial de bilhões de dólares entre Washington e Pequim. 

A dúvida nesse sentido é se o mundo continuará avançando rumo ao livre comércio ou se vão surgir novas regras nas relações comerciais entre os países, fenômeno que o livro descreve como o "paradoxo comercial". 

7. A Revolução Verde

O uso crescente de energias renováveis se acelerou nos últimos anos, à medida que os custos de produção diminuíram e as tecnologias avançaram. 

Algumas projeções indicam que, em duas décadas, a energia solar e a eólica vão responder por quase metade da capacidade elétrica instalada no mundo. Outras sugerem que até o ano de 2047 haverá cerca de 1 bilhão de carros elétricos em trânsito pelo mundo. 

E o investimento global em energias mais limpas pode chegar a US$ 10,2 trilhões no ano de 2040, segundo as cifras apresentadas no livro.

Em duas décadas, a energia eólica e solar vão representar quase metade da capacidade elétrica instalada no mundo.

Fonte: BBC News.

Prender O Piloto Ao Assento

Vivemos tempos de mudanças agudas. É preciso preservar os mais pobres e vulneráveis das volatilidades do mercado de trabalho.

Foi durante a Segunda Guerra Mundial que, pela primeira vez, surgiu a prerrogativa de tentar segurar o piloto de um caça ao assento, não só por sua segurança, mas pelo imponderável: a velocidade por vezes o ejetava, e o avião se perdia. Foi daí que surgiu o cinto de segurança, hoje hábito incontestável. O gigantesco hiato temporal entre a criação do equipamento para prender o piloto ao assento e o momento em que nossa convivência com o cinto de segurança passa a ser habitual nos dá a dimensão aproximada das dificuldades para promover mudanças estruturais em hábitos e costumes ou, adaptando o exemplo ao nível empresarial, em formas de gestão e governança. 

Incorporar na tomada de decisão de uma empresa aspectos ambientais, impactos sociais, escassez de recursos naturais ou riscos climáticos relacionados direta ou indiretamente ao processo produtivo são rupturas com modelos preestabelecidos de negócios, de investimentos e de desenvolvimento. 

Num primeiro momento, a onda ecológica que varreu o mundo levou o setor empresarial a adotar um departamento de sustentabilidade para tratar de seus impactos nesta seara, em geral de forma assistencialista, vertical e impositiva nas contrapartidas oferecidas a comunidades impactadas pelos empreendimentos. Hoje, novos modelos de negócios, como a economia colaborativa, por exemplo, vêm se destacando no ambiente das grandes empresas, vanguardas em suas áreas de atuação. Esta visão sistêmica considera os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU como uma bússola na definição de propósitos e decisão sobre investimentos, por meio de gerenciamento integrado e uma nova governança corporativa. 

Uma empresa pronta para o futuro é aquela em que o tema sustentabilidade é integrado e transversal, perpassando todas as áreas: financeira, jurídica, diretoria, RH, chão de fábrica, comunicação e engenharia. Pensar a sustentabilidade do negócio desde o uso do copo plástico até o descarte do dejeto na linha de produção - ou reuso da água, bem como a contratação equilibrada de funcionários, respeitando a igualdade de gênero, raça, faixa etária - é pensar com uma visão sistêmica, integrada e de vanguarda. É pensar em como prender o piloto ao assento, 50 anos antes de essa ação virar hábito comum. 

Junto com os principais executivos de suas 60 associadas, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) vem pensando frequentemente em como fazer frente aos desafios da sustentabilidade. Com a escassez de recursos hídricos e mudanças climáticas afetando projeções de investimentos, prender o piloto ao assento é mais do que uma inovação, instinto de sobrevivência ou segurança. Prender o piloto ao assento é geração de bons negócios e garantia de sobrevivência. 

Reproduzir os modelos sistêmicos de sustentabilidade transversal nas cadeias de valores dos mais diversos setores, em todos os segmentos, e com o maior alcance possível, não é somente uma missão diária de empresas. Acreditamos que os políticos têm um papel essencial na condução da articulação dos avanços tecnológicos e das ações de sustentabilidade das empresas e da sociedade, promovendo um ambiente de negócios com marcos regulatórios adequados, fornecendo segurança jurídica e promovendo políticas públicas capazes de dar a escala necessária às boas práticas empresariais.

Vivemos tempos de mudanças agudas. É preciso preservar os mais pobres e vulneráveis das volatilidades do mercado de trabalho, prever as grandes mudanças disruptivas que afetarão setores inteiros da economia, fazer avançar uma agenda focada em inovação e desenvolvimento inclusivo e sustentável e, junto a tudo isso, promover o uso do conceito de sustentabilidade tal qual ocorrido com o cinto de segurança. Como hábito diário, incontestável em âmbito individual, institucional, empresarial, de toda a sociedade. Sem isso, seremos ejetados do planeta Terra.

Por: Marina Grossi (CEBDS).